Plano para os próximos quatro anos centra-se na diversificação económica, colocar as Pessoas no centro de desenvolvimento, fortalecimento institucional e infraestruturas orientadas para mercados.
DÍLI, TIMOR-LESTE | 1 DE OUTUBRO DE 2026 — O Governo de Timor-Leste, através do Ministério do Planeamento e Investimento Estratégico, lança hoje o Plano Nacional de Médio Prazo 2027– 2030, em conjunto com o Relatório de Monitorização do Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011–2024, sob o tema “Reforçar o Planeamento Estratégico para um Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo”.
O Plano Nacional de Médio Prazo estabelece as principais prioridades de desenvolvimento do Governo para os próximos quatro anos e constitui um quadro orientador para a fase final de implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011–2030.
Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, destacou o período de 2027 a 2030 como uma fase decisiva para a transformação de Timor-Leste.
O Plano procura contribuir para a construção de um Timor-Leste próspero, inclusivo, resiliente e economicamente forte, criando mais oportunidades para a população e reforçando progressivamente a base produtiva da economia nacional.
O Governo reforçará os esforços para diversificar a economia nacional, aumentar a produção interna e desenvolver a agricultura, o turismo, a economia azul e o setor privado.
Estas prioridades visam expandir a atividade económica produtiva e criar oportunidades de emprego digno, em particular para os jovens. O Plano coloca as pessoas no centro do desenvolvimento nacional, através do investimento contínuo na educação, saúde, nutrição e desenvolvimento de competências. Estes investimentos destinam-se a reforçar o capital humano e preparar as futuras gerações para participarem plenamente na transformação social e económica do país.
O Governo continuará a fortalecer as instituições públicas, a disciplina orçamental, a responsabilização e a eficácia da gestão dos recursos públicos. O Plano reforça a necessidade de assegurar que a despesa pública, os programas e as políticas produzam resultados concretos e mensuráveis para a população.
Os investimentos em infraestruturas serão cada vez mais associados a resultados económicos e sociais mais amplos. No âmbito do Plano, o desempenho das infraestruturas não será avaliado apenas pelos resultados físicos, como o número de quilómetros de estradas construídas, mas também pelos benefícios que esses investimentos proporcionam às comunidades e à economia.
As infraestruturas deverão contribuir para melhorar o acesso dos agricultores aos mercados, a acessibilidade e viabilidade das zonas turísticas, o desenvolvimento dos municípios e o acesso aos serviços públicos.
O Governo assegurará que a Igualdade de Género, Deficiência e Inclusão Social (GEDSI), bem como as considerações relativas ao clima e ao ambiente, sejam integradas de forma transversal em todas as políticas. Serão igualmente reforçadas as regras, os mecanismos e os sistemas de monitorização para acompanhar e assegurar a sua implementação efetiva.
O Primeiro-Ministro salientou que a implementação do Plano Nacional de Médio Prazo não é responsabilidade exclusiva do Governo. A implementação bem-sucedida exigirá a cooperação das instituições governamentais, setor privado, sociedade civil, organizações religiosas, comunidades, jovens e parceiros de desenvolvimento.
O Plano Nacional de Médio Prazo 2027–2030 pretende, assim, constituir um quadro comum que articule as prioridades nacionais, o investimento público, o desempenho institucional e os resultados mensuráveis de desenvolvimento.
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